Dyckia consimilis é uma espécie de planta da família Bromeliaceae e do gênero Dyckia.
Distribuição É endêmica do estado de Minas Gerais, na região sudeste do Brasil.
Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 1894 por Carl Christian Mez.
Descrição Erva saxícola, rizomatosa. Folhas 16 a 30, as interiores suberetas a eretas, as exteriores patentes a suberetas; lâmina 3,9–4,3 × 0,5–0,6 cm, estreito-triangular, rija, face adaxial verde com ápice castanho, denso-lepidota, face abaxial verde, (denso-lepidota, margens espinhoso-serradas; espinhos conspícuos, patentes a antrorsos, castanhos. Inflorescência axilar, ereta; pedúnculo 15,3–42,1 cm compr., delgado, verde-avermelhado, esparsamente tomentoso; brácteas pedunculares da porção mediana polísticas, menores que os entrenós; porção fértil da inflorescência simples; raque avermelhada, tomentosa, tricomas castanhos. Brácteas florais 0,6–1,3 × 0,2–0,6 cm, ovais, ápice acuminado, levemente carenadas, tomentosa, as basais na antese menores que o comprimento das sépalas. Flores conspicuamente pediceladas, polísticas, as basais 1,2–1,7 cm compr., na antese suberetas; sépalas 0,6–1 × 0,4–0,6 cm, elípticas, ápice obtuso, alaranjadas, glabra; pétalas 0,8–1,03 × 0,4–0,5 cm, obovadas a romboides, ápice emarginado, alaranjada, glabras; estames anteras exsertas ou parcialmente exsertas; filetes totalmente conatos; ovário ca. 0,3 cm compr.; estilete ca. 0,1 cm compr. Fruto 0,8–0,9 × 0,5–0,6 cm compr. Dyckia consimilis apresenta distribuição restrita aos Campos Rupestres Ferruginosos couraçado, do Quadrilátero Ferrífero, ocorrendo entre 1.336-1.600m de altitude, onde ocorre como rupícola. Dyckia consimilis pode ser facilmente reconhecida em campo por ocupar vasta área pelos lajeados da canga couraçada e por ser uma planta com propagação clonal em forma de guerrilha, com roseta terminal pequena e isolada. Apresenta ovário assimétrico e o posicionamento do estigma é abaixo das anteras, o que a distingue das espécies próximas. D. consimilis apresenta certa semelhança com D. densiflora, principalmente quando em material de herbário. Além disso, apresentam tamanho relativamente próximo, ocorrerem na mesma área (Quadrilátero Ferrífero), na mesma altitude e com o mesmo período de floração. Podem ser separada principalmente pela inflorescência com indumento tomentoso ferrugíneo (vs. branco), brácteas florais mais curtas que as sépalas (vs. mais longas, quase igualando as flores) e pela forma do ovário, que em D. consimilis é assimétrico e menor (vs. simétrico e maior). Também pode ser confundida com D. macedoi e D. schwackeana quando em material de herbário. Difere de D. macedoi principalmente por não apresentar os pedicelos delgados e evidentes que ajudam a caracterizar as espécies que compõe o complexo D. macedoi. Com D. schwackeana a principal distinção esta no tamanho das brácteas do pedúnculo da inflorescência, que são menores que os entrenós em D. consimilis e maior que os entrenós em D. schwackeana.==Referências==
Ligações externas Dyckia consimilis no projeto Flora e Funga do Brasil Dyckia consimilis no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Dyckia consimilis na Biodiversity Heritage Library Observações de Dyckia consimilis no iNaturalist Dyckia consimilis no GBIF