Partisan é um bar localizado no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. O estabelecimento também recebe eventos particulares e exposições de arte, além de funcionar como livraria, cineclube e centro de debate político. O surgimento do Partisan, em 2023, está associado à revitalização da rua Morais e Vale pela prefeitura da cidade. Apresentando-se como um "ambiente antifascista", em 2026 o bar foi multado por proibir a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel; o episódio foi descrito como intolerância contra judeus, mas teve essa caracterização contestada por parte da comunidade judaica, que a considerou um "jogo sujo" para proteger Israel.

Histórico A região histórica da Lapa onde o Partisan está localizado passou por um período de abandono; o surgimento do bar está associado ao projeto Reviver Centro, da prefeitura do Rio de Janeiro, que reabriu a rua Morais e Vale em 2023, assim como ao crescimento da Feira da Glória nas proximidades, no bairro de mesmo nome. O espaço do Partisan, situado no número 31 da rua Morais e Vale, anteriormente funcionava apenas como gráfica, mas depois passou a abrigar o estabelecimento que, em 2024, oferecia quitutes, cerveja e caipirinha. O segundo andar é reservado para solenidades particulares, ocorrendo lá eventos culturais. Em 2023, o Partisan recebeu a BeatleWeek Brasil, o maior evento da América Latina em homenagem aos Beatles. Também já recebeu exposição de arte. Além de bar, funciona como livraria, cineclube e centro de debate político, com programação que já incluiu discussões sobre o genocídio em Gaza. Seu dono é o empreendedor Thiago Braga Vieira. O bar Partisan apresenta-se como um "ambiente antifascista"; partisanos eram guerrilheiros, incluindo judeus, que lutaram contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2026, o estabelecimento publicou nas redes sociais uma fotografia mostrando uma mensagem em frente ao local: "US & Israel citizens are NOT! welcome" ("cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos"). Após repercussão viral, o Partisan foi multado em R$ 9 520,00 pelo aviso ter sido considerado abusivo e discriminatório conforme o Código de Defesa do Consumidor. A caracterização do episódio como intolerância contra judeus foi contestada por parte da comunidade judaica; considerou-se um "jogo sujo" a "confusão" entre essa comunidade e Israel, argumentando-se que se tentava proteger Israel utilizando a identidade desse grupo étnico. O acontecimento se deu em meio a um debate mais amplo sobre a equiparação entre antissionismo e antissemitismo.

Referências