A Via Araucária é uma concessionária de rodovias, responsável pela administração, manutenção e modernização de 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais no estado do Paraná. O trecho corresponde ao Lote 1 do novo programa de concessões rodoviárias do estado, abrangendo a capital Curitiba, a Região Metropolitana de Curitiba, a região Centro-Sul e os Campos Gerais. A empresa é estruturada como Sociedade de Propósito Específico (SPE) e controlada pela Pátria Investimentos, gestora brasileira de investimentos alternativos com atuação em infraestrutura, energia e agronegócio. Após vencer o leilão realizado na B3 em agosto de 2023, a empresa assinou o contrato de concessão em janeiro de 2024 e assumiu oficialmente a operação das rodovias em 28 de fevereiro de 2024, por um prazo de 30 anos.
História O projeto surgiu no âmbito da reformulação do modelo de concessões rodoviárias no Paraná, conduzida em conjunto pelo Ministério dos Transportes e pelo Governo do Estado. O novo modelo substituiu as antigas concessões do denominado Anel de Integração do Paraná, vigentes desde os anos 1990, por contratos com regras mais rígidas de investimento em infraestrutura física antes da autorização de reajustes tarifários. O leilão do Lote 1 foi realizado na B3 em 25 de agosto de 2023. O Grupo Pátria arrematou o lote ao oferecer um desconto de 18,25% sobre a tarifa básica de pedágio estipulada no edital pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o que representou a maior competição entre os dois primeiros lotes leiloados naquela rodada. O contrato foi assinado em 30 de janeiro de 2024, junto ao contrato do Lote 2, arrematado pela EPR Litoral Pioneiro.
Início das operações A Via Araucária iniciou oficialmente suas operações em 28 de fevereiro de 2024, com 420 colaboradores e 37 viaturas, retomando a cobrança de pedágios nos trechos sob sua gestão. Ao longo dos primeiros seis meses de operação, a concessionária repassou R$ 15,08 milhões em Imposto Sobre Serviços para os 18 municípios atendidos por suas rodovias.
Obras e duplicações A primeira duplicação iniciada no âmbito do novo modelo de concessões rodoviárias do Paraná foi a da PR-418 (Contorno Norte de Curitiba), com início dos trabalhos em junho de 2025 e investimento previsto de R$ 170 milhões. Em janeiro de 2026, a obra registrava 26% de avanço, com cerca de 400 trabalhadores atuando diretamente no trecho. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Sergio Santillán, a obra estava 5% adiantada em relação ao cronograma original. Ao todo, o contrato prevê a duplicação ou implantação de faixas adicionais em 344 dos 473 quilômetros administrados, com a maior parte das obras concentrada entre o 3o e o 7o ano de concessão.
Investimentos O contrato de concessão, com vigência de 30 anos, prevê investimentos totais de R$ 13,1 bilhões, sendo R$ 7,9 bilhões destinados a obras de expansão e modernização da malha viária — equivalente a 47% do total — e R$ 5,2 bilhões para operação e manutenção das rodovias. As obras de expansão incluem duplicações, faixas adicionais, vias marginais, pontes, viadutos, passarelas e passagens de fauna. O contrato também prevê serviços de atendimento ao usuário 24 horas, incluindo guincho, atendimento médico de emergência, sistema de pesagem e pontos de parada e descanso para caminhoneiros.
Trechos administrados A malha rodoviária sob gestão da Via Araucária é composta por rodovias de importância logística para o escoamento agrícola e industrial do Paraná, conectando Curitiba ao interior do estado e às rotas para o Porto de Paranaguá.
Rodovias federais
Rodovias estaduais
Ver também EPR Litoral Pioneiro (Lote 2 do mesmo programa de concessões) Rodovias do Paraná Agência Nacional de Transportes Terrestres Porto de Paranaguá
Referências